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 A Maldição Eterna, História de Sofrimentos

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Sayuri
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MensagemAssunto: A Maldição Eterna, História de Sofrimentos   Ter Jun 14, 2011 5:10 pm

Érica olhava as dunas do deserto sem fim, estava ficando entediada, muito entediada, quem disse que não era possível morrer de tédio? Provavelmente, nunca viu alguém nas condições da ruiva. Ela estava esticada na areia, olhando somente mais areia que soprava a cobrindo cada vez mais com mais areia, tendo partes do corpo totalmente enterrado na areia. Seu único passatempo era ficar contando os dias, apesar de não ter relógio ou calendário, pelas suas contas, já estava a mais de 2 semanas naquele mesmo lugar, naquela mesma posição, apenas respirando, navegando em suas lembranças, e quantas lembranças lhe passavam pela mente, e quantas foram esquecidas

A Maldição Eterna, História de Sofrimentos
Prólogo: Vestígios do Passado

Objetos voavam por todos os lados, quebrando-se ao encontrar a parede, gritos ecoavam pela pequena residência infeliz

-Não agüento mais... Por que eu? Por quê?!

Os gritos pareciam aumentar, palavras de baixo escalão eram pronunciadas, mais um prato voava, o casal que discutia mostrava a fúria que não era contida por nenhum momento. A mulher possuía uma altura mediana, com cabelos cor de cobre, rosto bem desenhado, e olhos castanhos. O homem com quem a mulher brigava era um pouco mais baixo, e tinha olhos claros

-Não agüento mais, não agüento! PAREM POR FAVOR!

Uma criança corria até eles, uma menina de aproximadamente quatro anos, tendo cabelos ruivos um pouco abaixo dos ombros, olhos grandes e claros, que estavam marejados de lágrimas, ela corria, tentando fazer com que eles parassem, mas o homem lhe acertava um tapa no rosto, fazendo a menina cair no chão, que o olhou assustada, com uma das pequenas mãos no rosto

-NÃO SE META ÉRICA!

Gritava o homem, que a assustava, Érica se levantou, saindo correndo, subia as escadas as pressas, se encolhendo dentro do quarto, chorando. A pequena continuava chorando, os gritos ainda ecoavam pela casa, mas aos poucos, ia parando. Érica ainda chorava, tentado em vão parar, quando um garoto um pouco mais velho que ela entrava, se aproximando da menina, e a abraçando, consolando Érica

-Eu vou te tirar desse sofrimento, eu prometo

Érica apenas afirmou com a cabeça, ainda chorando nos braços de seu irmão, até que ela adormeceu, o jovem passou os dedos entre as mechas de cabelo da irmã mais nova, decidido a ajudá-la, não importando como
Alguns dias se passaram, Érica brincava perto de uma ponte, os pais pareciam estar em paz naquele momento, o irmão de Érica a cuidava com os olhos. A ruiva se equilibrava, andando pela ponte, os pais nem se importavam, mesmo sendo perigoso, até que a ruiva se desequilibra, ela estava prestes a cair no rio abaixo da ponte, quando em um movimento rápido, o protetor da jovem a segura, conseguindo puxá-la, mas ele acaba caindo, desaparecendo no rio abaixo, Érica gritava pelo irmão, e chorava, os pais olhavam para o rio, tentando localizar o filho que caíra, lagrimas corriam pela face de todos ali presentes, as coisas pareciam apenas piorar, um ano depois, os pais de Érica se separaram
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MensagemAssunto: Re: A Maldição Eterna, História de Sofrimentos   Ter Jun 14, 2011 5:12 pm

A Maldição Eterna, História de Sofrimentos
Capitulo 1: A Falsa Alegria

Uma garota corria apressada, tinha cabelos de altura mediana, ruivos soltos, lembrando fogo, grandes olhos claros, chamando atenção por onde passava, mesmo que não fosse intenção. Ela era sempre tão visível, sendo apenas um pouco baixa, mas não se podia esperar uma grande altura de uma menina de apenas oito anos de idade. Érica corria apressada pelas ruas pouco movimentadas da cidade de Karakura, o vestido azul de mangas curtas que chegava até os joelhos balançava com o vento, a sandália branca estava suja de terra. A ruiva corria, chegando à pequena residência em que morava, uma casa branca de dois andarem, as telhas que compunham o telhado eram laranja escuras, as janelas da casa eram grandes, a porta de coloração marrom tinha vários detalhes em seu relevo, o jardim mediano estava florido, sendo muito bonito. A ruiva adentrava na casa, vendo sua mãe conversando com um homem alto, de cabelos escuros, assim como os olhos, sendo um homem, ao ver de sua mãe, de beleza estonteante, mas para Érica, era só um homem comum, que ela não queria que caísse em cima dela, parecendo ser muito pesado. A mãe de Érica a olhou, e sorriu, abraçando a ruiva, e depois se retirou, indo para a sala, ela tinha muito que preparar para a ocasião que em breve aconteceria, Aiya iria se unir ao homem que estava naquela casa, os olhos dela brilhavam de felicidade, contando os dias que faltavam para a tão esperada data. Érica olhou ao senhor, e sorriu, pensava que a família ia ser feliz de novo, ela e sua mãe Aiya passaram por tantas dificuldades depois que seu pai, Yusuke, as deixara para trás, e há algum tempo, não entrava em contato, talvez fosse melhor assim, Yusuke podia dizer que as amava, mas traía Aiya, ficando com outras mulheres, tinha ficado violento desde o nascimento da filha mais nova, sua violência aumentou com a morte do primogênito, não se controlava, Aiya e Érica tinham um grande medo do homem que antes vivia ali, quando finalmente os dois se separam, Érica ficou aliviada por não ter mais que se esconder, com medo de que seu pai a machucasse, mas os problemas pareciam aumentar, Aiya várias vezes tivera que deixar Érica sozinha, tendo que trabalhar até tarde, para poder sustentar a sua filha, e a si mesma... Mas agora as coisas eram diferentes, talvez o homem a sua frente, que atende pelo nome de Sanji, pudesse restaurar a felicidade daquela casa, queria acreditar tanto que ele era a resposta para todos os problemas, que tudo ficaria bem, mas Sanji sorriu de maneira estranha para Érica, que a fez desfazer o sorriso, e ir correndo para sua mãe, ficando ao lado dela, Aiya apenas a olhou por um instante, e voltou a falar ao telefone, Sanji caminhou até a sala onde as duas garotas estavam, olhou por um instante para Érica, o que fez ela ficar assustada, mas logo Sanji abraçava Aiya, como se estivesse perdidamente apaixonado por ela, deixando Érica confusa, e com um pressentimento de que algo muito ruim iria acontecer.
Os preparativos para o casamento continuavam, Érica varias vezes ficava cansada de tanto correr de um lado pro outro, ajudando a mãe; Aiya, percebendo o tédio da filha, deixa que ela saísse um pouco, para se distrair, o bairro era considerado seguro, então não se preocupava, a ruiva sorriu, indo em uma espécie de exposição de alguns animais que tinha perto, os viveiros de vidro pareciam pequenos, mas os animais que haviam neles também eram. Érica observava alguns escorpiões, tendo cores diferentes, ao contrario das outras meninas da sua idade que sentiam um pouco de nojo e medo, ela olhava maravilhada os pequenos animais, um deles ficava parado na frente dela, como se a encarasse. Alguns minutos se passaram, e a ruiva voltou para cara, voltando a ajudar com os preparativos do casamento
Os dias passavam mais que depressa, as flores das árvores floriam, lembrando a todos que era primavera, os pássaros cantavam tranquilamente, casais passeavam, a calmaria parecia reinar na cidade, mas nem tudo era paz, embora, fosse alegre, a correria na casa dos Harper aumentava com o passar dos dias, preparando tudo para a data que estava quase chegando, a festa seria na manhã seguinte, havia tanto para se fazer, o casamento entre Aiya e Sanji estava apenas a um único dia de acontecer, quando finalmente chega o grande dia, a esperada cerimônia finalmente podia ser realizada, a manhã estava calma, algumas nuvens cobriam o céu, mas não aparentava que iria chover naquele dia, Aiya utilizava um vestido de noiva do mais puro branco, sendo justo até o quadril, ficando solto nas pernas, não tendo mangas, frente única, o que o prendia era duas fitas brancas, que se enrolavam atrás do pescoço de Aiya, o cabelo cor cobre estava preso em um coque todo trabalhado, deixando a mostra os brincos brilhantes, Aiya estava linda, e o buque de rosas e lírios, apesar de grande, era delicado, Sanji esperava no altar, vestindo um terno bem passado e limpo. Érica seria a dama de honra do casamento, mesmo não gostando da idéia, a pequena usava um vestido branco, um pouco abaixo dos joelhos, rodado, mangas cheinhas, e pequenas pérolas enfeitavam a vestimenta, o cabelo estava solto, mas com vários cachos, tendo uma coroa de flores como enfeite, luvas nas mãos, sendo abertas na palma, e sapato estilo boneca branco, uma maquiagem suave, e brincos de flores, Érica podia ser comparada a uma boneca de porcelana de tão linda que estava, e a ruiva sabia bem disso, caminhando entre as pessoas, ouvindo os elogios com um grande sorriso. As horas passavam, o casamento era realizado, o coração de Aiya transbordava de felicidade, demonstrava isso pelo brilho dos olhos, Sanji sorria de canto, os olhos eram enigmáticos, não dava para saber se estava feliz, ou indiferente com a cerimônia, a festa se dava inicio, vários casais valsavam na pista de dança, Aiya falava com os pais, Sanji a esperava pacientemente, sentado na mesa, Érica se aproximou da mesa, pegando um dos inúmeros doces que tinha por cima da superfície, os olhos de Sanji a miraram, a fitando de maneira estranha, Érica se encolheu, e se afastou assustada, aquele homem a olhava de maneira ameaçadora que a ruiva não identificava. A festa se encerrava, e os dias passavam vagarosos, Érica evitava ficar perto de Sanji, mesmo sabendo que não poderia fugir pra sempre.
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MensagemAssunto: Re: A Maldição Eterna, História de Sofrimentos   Ter Jun 14, 2011 5:15 pm

A Maldição Eterna, História de Sofrimentos
Capitulo 2: Marcas de Um Passado Cruel

A noite escura assustava até mesmo os mais valentes, o vento soprava com violência, sacudindo as copas das árvores que pareciam ameaçadoras naquela escuridão, as nuvens carregadas cobriam os céus noturnos, ocultando as estrelas e a lua, a noite parecia querer pintar a cidade de negro, e mergulhá-la no mais obscuro vazio, o som de raios e trovões amedrontadores, os clarões no céu que iluminavam por poucos segundos a cidade escura, tudo anunciava que uma terrível tempestade estava para chegar. As casas estavam fechadas, era madrugada de uma quinta-feira, todos dormiam tranquilamente, ou pelo menos, quase todos. Uma menina dormia, os cabelos avermelhados estavam espalhados pelo travesseiro, tendo alguns fios no rosto, ela se virava de um lado para o outro, se debatendo entre os cobertores que a cobriam, sua respiração estava acelerada, a testa franzida, gotas de suor escorriam por sua face, algumas lagrimas corriam de seus olhos fechados

-Não...

Dizia num sussurro, falando com seu sonho, não, não era um sonho, nem um pesadelo, eram cicatrizes, feridas abertas em sua alma, que em ato de teimosia e crueldade, faziam a criança reviver os momentos que as feridas se abriram, fazendo-as aumentar gradualmente, as lembranças sofridas eram tão claras...

Sonho on

Uma menina de dois anos estava encolhida no canto, usando um vestidinho amarelo, acima dos joelhos, rodado, sandálias branca, o cabelo mediano avermelhado estava preso em duas marias-chiquinhas, o rosto demonstrava medo, os olhos estavam marejados, vendo o que ocorria. Aiya gritava com o homem na sua frente, sendo Yusuke, ambos brigavam, até que o homem batia no rosto da esposa, fazendo ela cair no chão, Aiya batia a cabeça no chão, parecia inconsciente, Yusuke se preparou para avançar de novo, mas Érica correu na direção da mãe, ficando perto da mesma, o que fez o pai parar, e olhar para a filha

-Por favor papai, já chega – Implorava a pequena para o mais velho, que a fuzilou com o olhar
-Hora de aprender o seu lugar

Os olhos da mais nova se arregalaram, o punho fechado de Yusuke se preparava para atingir o rosto da pequena, que instintivamente, colocou as mãos na frente do rosto, fechando os olhos com força, quando alguém surgia na frente dela, sendo mais velho que ela

-Onii-chan? – Érica chamou pelo garoto na sua frente
-Não tem por que bater nela – O jovem tentou argumentar com o mais velho
-Ora seu...
-Você não tem que fazer isso – A ruiva tocou no ombro do irmão
-Érica, vá pra cima, ta tudo bem, eu cuido de nossa mãe

A ruiva o olhou, temendo por ele, mas não argumentou, indo para seu quarto que ficava no topo das escadas, podia escutar algumas poucas palavras, o som abafado não permitiu que ela distinguisse quais eram as palavras, mas ouviu sons de algo se quebrando, um grito de dor, e depois silencio. Alguns minutos passaram, o som de passos se aproximando alertaram Érica, que olhou para a porta, o ranger da madeira pareceu durar uma eternidade, até a pessoa por trás da porta se revelar, a pequena suspirou aliviada ao ver que era seu irmão, mas uma expressão preocupada surgiu em sua face ao ver o rosto do garoto com alguns ferimentos, e um dos olhos roxos, Érica sentiu um peso de culpa, se aproximando do irmão

-Onii-chan... Desculpa...
Os olhos do rapaz a fitaram, e ele deu um pequeno sorriso - Não foi nada de mais Érica, não tem motivo pra pedir desculpas
-Mas... Seu rosto
-Isso? Eu to bem, é sério, não tem porque se preocupar, prometo

Érica olhou para o garoto por alguns instantes, o pequeno sorriso dele fora o suficiente para ela relaxar. A ruiva se sentou no chão mesmo, olhando pela janela, já era noite, caia uma chuva forte, o rapaz se aproximou dela, se sentando ao seu lado

-Que foi, que você ta tão quieta?
-Não consigo entender porque o pai bate em todo mundo... Isso não é justo! E você ta machucado por minha culpa, e não se importa, não entendo... – Lagrimas começaram a cair dos olhos da menina
-Também não entendo o motivo dele fazer isso... – Ele dizia tocando o olho machucado de leve – E não se preocupa com isso, eu sou mais forte que você imagina, entendeu?
-Sim... – Érica dizia baixo
-Então não tem por que se preocupar

Érica olhou para ele, o peso da culpa ainda era grande, mas parecia diminuir, a ruiva sorriu de leve, mas a imagem de seu irmão começou a se distanciar, e ela o viu caindo em um rio, ela não conseguia fazer nada além de gritar por ele, vendo o corpo dele sumir nas águas gélidas, o telhado sumira, revelando um céu sombrio. Érica fechava os olhos com força, e quando os abria, se via em casa, todos vestiam roupas negras, uma foto de seu irmão estava cercada de velas, vários parentes e amigos rodeavam a todos, consolando da maneira que podiam, mas ao ver melhor, a ruiva não conseguiu ver os rostos deles, sendo imagens embaçadas. Yusuke estava sentado em uma cadeira, com o rosto apoiado nas mãos, Aiya estava ajoelhada diante da foto, chorando, Érica se aproximou da mãe, lagrimas corriam de seus olhos, as pessoas ao redor começavam ao sumir uma de cada vez, sobrando apenas Érica, Aiya, e Yusuke. A ruiva ficava sentada ao lado da mãe, olhando para a foto que ficava embaçada, como se tentasse ocultar o rosto do jovem, Yusuke se levantou de repente, chamando a atenção de Aiya e Érica

-Yusuke? – Aiya dizia limpando algumas lágrimas
-Isso é tudo culpa sua... – O homem apertou os punhos
-Papai... O que vo... – Ela foi interrompida
-Isso é culpa sua!

Yusuke se aproximou de Érica, e atingia um tapa em seu rosto, a ruiva colocou a mão sobre o local atingido, olhando assustada para o pai, enquanto se afastava

-Eu...
-Se você não tivesse se colocado em perigo, ele não teria morrido pra te salvar, é tudo sua culpa!
-Yusuke, ela não teve nada a ver com isso, foi um acidente! – Aiya abraçou a ruiva, olhando para o marido – O que aconteceu foi uma grande tragédia, mas só podemos culpar a nós mesmo, não a Érica, ela é só uma criança
-Você a protege? Aiya, ela o matou!
-Foi um acidente!
-Eu... Não queria... Sinto muito... - Érica dizia em sussurros, seus pais nem a ouviam, gritando cada vez mais alto, lágrimas escorriam pela face da pequena – Eu não devia ter deixado ele morrer, foi minha culpa...

Ela caiu de joelhos no chão, chorando, Yusuke bateu em Aiya, e levantou o punho contra Érica, a atingido. Érica se levantou, tudo havia mudado novamente, via vários papeis que Aiya e Yusuke preenchiam, nenhum dos dois falava nada, a ruiva se viu no espelho, vendo que o cabelo estava mais curto, parte de seu rosto estava inchado, e muito dolorido, o rosto de Aiya não estava em melhores condições, tendo um curativo na testa, um olho roxo, e parte do queixo aparentemente esfolado, havia um homem na frente deles, meio careca, com olhos meio cerrados, era claro que já tinha alguma idade, seus olhos fitaram Érica, que baixou a cabeça, havia pena no olhar dele. Os papeis eram preenchidos, e entregues para o homem desconhecido

-Isso vai finalizar com o processo do divórcio de vocês, e este outro documento vai garantir Yusuke não possa se aproximar de você Aiya, nem de Érica– Ele dizia olhando Aiya com um pequeno sorriso, como se tudo fosse dar certo – Bem, vou me retirando, tenham uma boa tarde
O senhor se retirou, Érica olhou ao redor, vendo que não estava em casa, Yusuke olhou para Aiya, com certo desprezo – Perdi meu filho mais velho, e agora você me tira a mais nova
-Eu não tirei nada de você, não tem como perder algo que nunca se teve

Yusuke ficou em silencio, apertou os punhos, mas se conteve, sabia que não podia fazer mais nada agora, se levantou, e começou a se afastar, saindo pela porta, Érica apenas observava, quando sua mãe ficou ao seu lado, pegando sua mão

-Não se preocupa querida, nunca mais ele vai bater em você, agora tudo vai ficar bem

Aiya sorria esperançosa, a ruiva a olhou, e sorriu, acreditando nas palavras da mãe, mas tudo parecia mudar novamente, sua mãe estava sentada na mesa da cozinha agora, a cabeça apoiada em uma das mãos, algumas contas na sua frente, e olhou para o relógio

-Érica, eu tenho que ir trabalhar... – A ruiva olhou para a mulher em silencio – Você vai ficar bem sozinha?
-Sim, pode ir

Não foi dito mais nada, Aiya simplesmente saia, deixando Érica sozinha, logo surgia Sanji, que ajudava Aiya quando ela ficava desesperada, o que começou como um favor entre colegas de trabalho, terminou com ambos saindo juntos, até que casaram

As imagens se repetiam diversas vezes, mas parecia diminuir a quantidade de imagens, se resumindo a reviver o momento em que o irmão de Érica caia no rio

Sonho off

Érica se debatia com as imagens do corpo caindo no rio, acordando de repente, gritando alto, estava com o corpo suado, os cabelos longos e emaranhados escondiam sua face, ocultando as lágrimas que teimavam em escorrer pelos olhos, sua respiração estava acelerada, a ruiva olhou ao redor, tentando se acalmar, a porta de seu quarto era aberta, e Aiya adentrava

-Érica, o que aconteceu? – Aiya se aproximava, acendendo a luz, preocupada – Ouvi você gritar
Érica ainda se acalmava, respirando mais normalmente – Não aconteceu nada... Foi só um pesadelo... Só mais um pesadelo

Sim, mais um pesadelo, desde pequena, quando o irmão morrerá, Érica tinha aqueles pesadelos noite após noite, se repetindo como se fosse um filme que ela não podia parar, sendo forçada a assistir, por mais que fosse algo assombroso, Érica começava a se acostumar com as noites mal dormidas, não falava nada de seus sonhos para Aiya, para não preocupá-la, guardando todos os momentos ruins vistos para si. Aiya olhou para a filha, preocupada, Érica sorriu, isso parecia ter acalmado um pouco a mais velha, que a abraçou, acariciando os fios avermelhados

-Tente dormir um pouco minha pequena, seu dia especial esta próximo

Ao dizer aquilo, um grande sorriso se formava no rosto de Érica, dois anos haviam se passado desde o casamento entre Aiya e Sanji, o aniversario de dez anos da ruiva se aproximava, a curiosidade dos presentes que iria ganhar era quase incontrolável. Aiya beijou a testa de Érica, e se afastou, fechando a porta, a ruiva olhou pela janela, vendo a chuva cair pesadamente, as gotas de água batiam em sua janela com violência, o som dos raios fez Érica se encolher, mas seu maior medo era ter novamente o mesmo pesadelo, por quanto tempo teria aquele mesmo pesadelo? Ela gostaria de saber, mas tinha medo de uma possível resposta. O som de algo maior se batendo na janela fez Érica se assustar, olhando para o vidro, um pássaro negro batia no vidro, tendo olhos amedrontadores, a ruiva se escondeu de baixo dos cobertores, as batidas insistentes continuavam, a ruiva deixou seus olhos a mostra, vendo o pássaro, se levantando da cama, e se aproximou da janela, a ave saiu voando, Érica olhou pela janela, tendo a impressão de ver duas pessoas paradas na chuva, um raio iluminou os céus, a ruiva olhou na direção do som, e quando voltou para olhar as pessoas, percebeu que não estavam mais lá. Érica estranhou aquilo, mas logo voltou a se deitar, tentando dormir, sendo atormentada pelas lembranças novamente
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MensagemAssunto: Re: A Maldição Eterna, História de Sofrimentos   Ter Jun 14, 2011 5:52 pm

A Maldição Eterna, História de Sofrimentos
Capitulo 3: Desespero Silencioso

Amanhecia lentamente, a chuva continuava forte, era óbvio que não terminaria tão cedo, mas Érica não se importava, tinha um grande sorriso no rosto, os dias pareciam passar tão lentamente ao ver da ruiva que ficava cada vez mais ansiosa pela data que se aproximava, as olheiras indicavam que não havia dormido muito, mas mesmo assim, possuía muita energia, andando de um lado pro outro da casa, sem conseguir parar quieta. Aiya sorriu ao ver a energia da filha, sabia que com a chegada do aniversario, Érica ficaria cada vez mais inquieta, o que fazia a mulher ficar feliz, ela olhou a lista de compras na sua frente, viu que a pequena corria para a sala, provavelmente iria desenhar alguma coisa, Aiya se levantou, Sanji olhou para ela

-Tenho que comprar algumas coisas
-Vai sair nessa chuva?
-Eu preciso

Aiya dizia, olhando para o marido, que apenas voltou a beber café. Érica desenhava alegremente, os papeis estavam espalhados para todos os lados, assim como os lápis de cor, a mais velha apenas espiou, sorrindo, e saiu da casa, a ruiva nem ao menos ouviu o som da porta se fechando. Alguns minutos passaram, os olhos de Érica brilhavam, mostrando a ansiedade que ela tinha para que finalmente chegasse o dia da festa, mas a voz de Sanji a chamando a fez ficar séria

-Éri-chan?
-Sim, Sanji-san?
-O que está fazendo?
-Desenhando– Érica não o olhava, tinha medo, mas sentiu os braços de Sanji a envolverem
-Eu conheço uma brincadeira muito legal, mas precisa de duas pessoas pra brincar
-Onde ta a mamãe? – Ela perguntou tremendo
-Ela saiu por algum tempo, nos deixando completamente sozinhos

Ele falava com malicia, Érica tentou se afastar, se debatendo, tentou gritar, mas uma das mãos do homem cobriu sua boca, abafando o som, Sanji a segurava e a arrastava para longe das janelas, para que ninguém visse o que ele faria. As horas pareciam parar, as roupas de Érica eram rasgadas, ela tentava gritar, mas a mão de Sanji não a permitia, a ruiva estava apavorada, lagrimas caiam de seu rosto, ela sentia dor, não agüentando aquilo que acontecia com ela, o homem que Aiya via sendo como perfeito, se revelava um monstro na frente da ruiva que era violentada

-Por que eu?

Ela se perguntava mentalmente, as lagrimas escorriam por seus olhos, suplicando para que o homem parasse, Sanji a olhou de maneira ameaçadora, com um sorriso cruel no rosto, sabia que a machucava, o desespero que Érica sentia divertia Sanji

-Não conte nada para a mamãe nem para ninguém, entendeu? Vamos tentar evitar que alguém acabe ferido, não quer ser a culpada pela morte de mais alguém, quer?

Ele se afastou, Érica o olhou assustada, saindo correndo, se trancando em seu quarto, vestindo-se o mais rápido possível, saindo do quarto assustada, vendo através de uma das janelas Aiya se aproximando, caminhou um pouco, se sentando na escada, com o rosto escondido entre os joelhos. Mais alguns minutos passaram, Aiya adentrava na casa, olhando em volta, parecendo que tudo estava em ordem, viu Érica sentada na escada, estando com a cabeça baixa, o rosto estava oculto pelas mechas do cabelo, Aiya se aproximou da filha, ao levantar o rosto da filha, ela se assustou, tentou saber o que houve e obter respostas com a filha, Érica tinha um dos olhos inchados, e alguns outros ferimentos pelo corpo ocultos pela vestimenta, a ruiva queria explicar tudo o que ocorreu, revelar o monstro que aquele homem que Aiya chamava de marido era, mas Sanji a ameaçara, e as lembranças do irmão caindo no rio a atormentavam

-Érica, o que aconteceu?
-Cai da escada, só isso

Érica mentiu, sorrindo fracamente, Aiya olhou desconfiada, abraçando a pequena, não fez mais perguntas, coisa que a mais nova por um lado agradeceu, não suportava mentir para sua própria mãe, Aiya se afastou de Érica, e se aproximou de Sanji, que recebeu Aiya com abraços e beijos apaixonados, Aiya perguntou para Sanji se ele sabia o que havia acontecido com Érica, mas este apenas a olhou, como se não soubesse do que ela falava, ficando com feição preocupada no rosto ao ver o rosto ferido de Érica, como se realmente não fosse o responsável pelo o que aconteceu. Érica tinha vontade de gritar que foi ele o responsável, para que Aiya a ajudasse, tinha vontade de chorar e gritar, mas a única coisa que podia fazer era fingir que estava tudo bem, Aiya estava feliz, não estava? Se Sanji era o melhor para Aiya, a mais nova não podia fazer nada, sofreria em silencio o tempo que fosse necessário, se isso fizesse sua mãe ficar bem, guardaria todas suas dores apenas para si mesma, já tinha tantos ferimentos, que diferença faria mais aquele? Estava desesperada, sofria, mas não faria nada, ficaria em silencio, e apenas sorriria pelo resto de seus dias, seu coração não teria mais como se partir, ele já esta partido há muito tempo, sua alma estava com feridas irreparáveis, a pequena podia dizer que estava praticamente em pedaços, era como uma casca, que se preenchia de dor e medo, mas não faria nada para mudar isso, apenas para ver bem a única pessoa que restava em sua vida
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MensagemAssunto: Re: A Maldição Eterna, História de Sofrimentos   Sex Ago 19, 2011 4:04 pm

A Maldição Eterna, História de Sofrimentos
Capitulo 4: Aniversario da Morte

Mais dois anos se passaram desde o ocorrido, os dias que se seguiram podiam ser considerados como o verdadeiro inferno para Érica, regularmente, quando ficava sozinha com Sanji, ele abusava da pequena, feria, espancava, e ameaçava matar Aiya caso a ruiva revelasse o segredo para alguém, Érica não via escolha a não ser sofrer nas mãos daquele homem monstruoso e ficar em silencio, sim, sofria em silêncio, amaldiçoando aquele homem que transformava a vida dela em sofrimento e dor, utilizando de várias desculpas para que Aiya não descobrisse o que ocorria quando perguntava onde Érica havia se machucado, aprendendo a utilizar maquiagem para cobrir parte dos ferimentos que Sanji causava nela, Sanji se divertia vendo a ruiva se desesperar cada vez que Aiya se afastava. Érica não sorria mais, tinha medo de que alguém se aproximasse, tinha medo de que alguém a ferisse, ficava sempre quieta em seu canto, afastada de todos, deixando claro a todos que tentavam se aproximar que ela não queria companhia, sendo considerada arisca pelos colegas de aula.
O dia que se seguia era ensolarado, sendo quente e um pouco abafado, não tendo nenhuma nuvem no céu, a ruiva estava perto de seu aniversario de doze anos, o que normalmente a faria ficar sorridente e ansiosa, não conseguido parar quieta, mas devidos ao acontecimentos, ela estava trancada em seu quarto, terminando um dever para alguma das aulas que tinha, os estudos eram sua maior distração, e as vezes conseguia usar as provas e trabalhos da escola como desculpa, conseguindo fugir de Sanji mesmo quando Aiya não estava presente, agradecendo por ele pelo menos exigir boas notas da ruiva. Érica prendeu os longos cabelos em um rabo-de-cavalo alto, usava uma camisa regata branca, com o desenho da pantera cor-de-rosa na frente, sendo uma camisa um pouco larga, uma das alças estava caída, deixando a mostra um top cinza, um short estampado, com desenhos irregulares, mesclando várias cores, entre elas tinha: verde, branco, e roxo, sendo muito colorido e estranho, mas confortável e de tecido leve, sendo muito usado para ficar em casa quando fazia muito calor. O quarto era simples, as paredes pintadas de branco, a cama de solteira ficava no canto, tendo cobertores brancos com desenhos florais, um bicho de pelúcia pequeno em cima, sendo o pokémon charmander, a janela aberta, para ventilar mais o quarto, tendo cortinas brancas que voavam levemente com o vento. O guarda-roupa de madeira ficava encostado na parede, com uma das portas espelhadas, algumas prateleiras com bichos de pelúcia e livros, um criado mudo ao lado da cama, com gavetas, um abajur, um celular com adesivos quase descolados de borboletas, e um porta-retrato, a foto: Érica pequena, abraçada no irmão, que sorria pra câmera, enquanto ela estava de cara fechada, odiando a idéia de bater a foto, uma mesa relativamente grande no canto da parede, ficando perto da janela, sendo de cor bege, um computador desligado estava em uma das pontas, na outra, vários cadernos e livros, Érica estava sentada na cadeira, folheando alguns cadernos, prendendo o lápis atrás da sua orelha, enquanto ligava um pequeno ventilador, jogando mais vento no rosto da menina, que se abanava constantemente, as vezes Érica olhava pela janela, vendo algumas coisas estranhas, vultos sem forma definida, mas ela tentava se distrair com outras coisas.
Érica suspirou fundo, colocando o caderno em cima da mesa, já tinha terminado o dever fazia algum tempo, apenas relia, para passar o tempo mais longe possível de todos. Ela olhou o quarto, pousando os olhos no computador, o ligando, colocando algumas musicas, volume não muito alto, sem fone, deixando a melodia preencher o ambiente, mas não prestava muita atenção, olhando novamente pela janela involuntariamente

Swallowed up in the sound of my screaming
Engolida pelo som do meu grito
Cannot cease for the fear of silent nights
Não posso cessar o medo das noites silenciosas

Os olhos de Érica se arregalavam com o que viam, não acreditando no que tomava forma na sua frente, mesmo que ainda não totalmente visível. Um grande monstro, sendo negro, o corpo grande era suspenso por espécies de patas que mais pareciam laminas, o tórax era fino, como se o ser fosse extremamente magro, os braços podiam ser humano até o cotovelo, mas adiante, eram laminas, lembrando um pouco um louva-deus, a cabeça era de um humano, sendo proporcional ao corpo, mas a face era oculta por uma mascara branca

Oh, how I long for the deep sleep dreaming
Oh, como eu anseio pelos sonhos do sono profundo
The goddess of imaginary light
A deusa da luz imaginária

Érica gritou assustada, não acreditando no que via, caindo da cadeira. Ela se levantava um pouco dolorida, olhando pela janela, percebendo que o estranho monstro havia sumido. O grito havia atraído a atenção de Aiya e Sanji, que correram para o quarto da ruiva, olhando-a preocupados. Érica levou alguns segundos para se recompor, olhando pela janela assustada, mas tentava acalmar os mais velhos

-Só estou vendo coisas, mais nada, não ando dormindo muito bem ultimamente
-Continua tendo pesadelos?
Érica demorou para responder –Não se preocupe, estou bem – Dizia, por um lado, mentindo, não estava bem, os pesadelos persistiam, uma das coisas que Érica mais queria era se livrar de seus pesadelos

As horas passavam, o dia chegava ao fim, todos que viviam na casa dormiam, ou pelo menos, quase todos

In my field of paper flowers
No meu campo de flores de papel
And candy clouds of lullaby (paper flowers)
E doces nuvens de canções de ninar (flores de papel)

Érica ainda observava o céu, com medo, mas tentando se convencer de que não era real o que havia visto, observando as nuvens que cruzavam os céus, notando que começavam a se juntar, vendo um clarão, pensou que fosse um raio, fechando a janela, indo dormir, ou pelo menos tentar, sendo atormentada por seus pesadelos novamente

I lie inside myself for hours
Eu minto dentro de mim mesma por horas
And watch my purple sky fly over me (paper flowers)
E assisto meu céu roxo voar sobre mim (flores de papel)

Os dias passavam rapidamente, chegando à data que Aiya mais esperava, o aniversario de doze anos de Érica, queria fazer uma grande festa, porém, respeitando a vontade da aniversariante, não foi feita uma festa, mas por insistência de Aiya, a família foi jantar fora. Érica trajava um vestido lilás simples, na altura dos joelhos, com sapato estilo boneca branco, os longos cabelos cor de fogo estavam meio presos com uma fita branca, brincos simples, sendo apenas uma pedrinha brilhante, e um colar, o pingente um tanto grande, em formato de coração, com uma foto de Érica pequena, e de seu irmão. A ruiva, apesar de simples, estava linda, os olhos de Aiya se enchiam de lagrimas, feliz. O final de tarde era quente, mas parecia que iria chover em breve, mas Aiya não se importou, todos foram juntos, comemorar o aniversario de Érica, mas a ruiva se sentia estranha, tendo um pressentimento ruim

-Vai ficar tudo bem... – Dizia para si mesma, enquanto acompanhava Aiya e Sanji para fora da casa

I linger in the doorway of alarm clock screaming
Eu permaneço no vão da porta do alarme que grita
Monsters calling my name
Monstros chamam meu nome

Durante a caminhada, Aiya conversava, Érica apenas se limitava a responder e forçar um sorriso, sentia que Sanji a olhava, não gostava do olhar dele, a assustava. Enquanto caminhavam, a ruiva sentiu algo estranho, parando, olhando para trás. Aiya notara que Érica parou, parando também, olhando para a ruiva, chamando-a. Os olhos de Érica se arregalaram, vendo um monstro de face branca, rugindo enquanto olhava para Érica, que gritou, saindo correndo, sendo seguida pelo monstro. Aiya e Sanji não viam o monstro, vendo apenas que Érica saíra correndo e gritando, assustada, Aiya gritou pelo nome da filha, Sanji a seguiu

Let me stay where the wind will whisper to me
Deixe-me ficar onde o vento vai sussurrar para mim
Where the raindrops as they're falling tell a story
Quando as gotas de chuva enquanto caem contam uma história

O vento começou a soprar mais forte, e a chuva começou a cair, Érica continuava correndo assustada, o monstro continuava a perseguindo, Sanji mais atrás, gritando o nome da ruiva, que não ouvia, apenas continuava correndo. Érica corria, mas acaba caindo, ficando de joelhos no chão, olhando para trás, o monstro tentava atacá-la, mas algo, ou melhor, alguém o destruía. O pavor era tanto que Érica não via direito quem havia destruído a criatura, se levantando, e continuando a correr, parando de correr quando chegou perto de um parque, um pouco uma escadaria grande bem a sua frente, e logo abaixo uma ponte, a mesma ponte que atormentava os sonhos da ruiva, a ponte em que seu irmão havia caído. Sanji corria, cansado, mas por Érica ter parado, a alcançava

If you need to leave the world you live in
Se você precisa deixar o mundo em que vive
Lay your head down and stay a while (paper flowers)
Deite sua cabeça e fique um pouco (flores de papel)

Érica estava ofegante e trêmula, os olhos ainda estalados, demonstrando medo, se abraçando, a chuva caia pesadamente sobre seus ombros. Sanji a alcançava, segurando o braço de Érica com força, ela se virou assustada. Sanji segurava o braço dela fortemente, atingindo um tapa no rosto de Érica, que começou a gritar, se debatendo, chorando, a mão de Sanji acabou escorregando, soltando Érica enquanto ela ia para trás, se desequilibrando, caindo da escadaria, batendo a cabeça fortemente no chão, desmaiando. Sanji corria na direção de Érica, mais assustado que preocupado, vendo que uma possa de sangue se formava, a cabeça da ruiva com um ferimento possivelmente sério. Ele olhava para o corpo inerte, e o sangue que se misturava a chuva, preocupado com o que poderia ocorrer com ele, pegando o corpo com cuidado, prensando o ferimento com um pano para não se sujar de sangue, caminhando às pressas. A caminhada durara pouco, Sanji estava na ponte, olhando para o rio mais abaixo, que corria violento, e olhou para Érica, jogando a ruiva no rio, vendo o corpo desaparecer na água. Érica dava o ultimo suspiro, antes de afundar no rio, a água entrava por sua boca e pulmões, não a permitindo respirar, inconsciente, sem poder tentar sobreviver, Érica era arrastada pela força da correnteza, deixando de respirar

Though you may not remember dreaming
Embora você não possa se lembrar sonhando
Something waits for you to breathe again (paper flowers)
Algo espera por você para respirar novamente (flores de papel)

Sanji caminhava, encontrando Aiya, que corria o mais rápido que podia, apesar do salto alto e a saia justa dificultarem a tarefa. A mulher, que parava na frente de Sanji, claramente cansada, olhando ao redor

-Cadê a Érica? – Aiya perguntou, mas Sanji ficou em silencio, o que fez Aiya ficar mais séria e preocupada – Cadê a Érica? – Repetiu
-Fiz o possível Aiya, mas ela... – Ele fez uma pausa, aumentando a aflição de Aiya
-Ela?
-Ela se jogou da ponte

Aiya olhou para Sanji com os olhos arregalados, se afastou, assustada, balançando a cabeça levemente para os lados, não querendo acreditar, tirou os sapatos, e saiu correndo, gritando por Érica desesperada, Sanji ficou parado por um tempo, torcendo para que Aiya não descobrisse. Sanji saiu andando, voltando para casa, se trocando, tirando as vestes molhadas. Aiya ficava cada vez mais desesperada, chamando a policia, que iniciou uma busca pela garota. Os dias passavam, sem nenhum sinal de Érica, Aiya entrava em depressão, culpando-se, Sanji a consolava, mas ambos não viam o espírito do lado de fora da janela, sendo o espírito de Érica, os olhos faiscavam raivosos

-Eu vou me vingar de cada um de vocês – ela pensou, se afastando da janela, enquanto a corrente diminuía de tamanho lentamente

Continua...
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